
Um artigo de folha.com
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, propôs na quinta-feira (9) uma ação direta de inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal contra uma medida provisória que reduz sete áreas protegidas na Amazônia para fazer hidrelétricas.
***

Um artigo de : Terra da gente (http://eptv.globo.com/terradagente)
Projeto, que abrangerá 10 milhões de hectares em TIs dos Kayapó, Baú e Menkragnoti, no Sul do Pará, começa na quarta-feira 1 de fevereiro. Já está marcado: a partir de fevereiro uma equipe de cerca de 40 pessoas iniciará os trabalhos de etnomapeamento nas Terras Indígenas (TI) Kayapó, Baú e Menkragnoti, no sul do Pará. A área tem cerca de 10 milhões de hectares e uma população de sete mil índios. O projeto é coordenado pela Conservação Internacional (CI-Brasil), em convênio com a secretaria de Meio Ambiente do Pará, e conta com a parceria técnica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), do Institut de Recherche pour Le Developpment (IRD), da Associação Floresta Protegida (AFP) e dos Institutos Kabu e Raoni.
***

O cacique kayapo Raoni e seu povo estão lutando há quase vinte anos contra a administração brasileira para a demarcação de uma faixa de terra de 200 kilómetros de comprimento que protege o acesso ao rio Xingu. A proteção desse território ancestral e sagrado, cujo nome é Kapot Nhinore, foi a razão de uma importante coleta de fundos realizada por uma associação francesa em nome do Instituto Raoni em setembro de 2011. Mas as invasões ilegais se multiplicam no território, aumentando a tensão entre a população indígena e os invasores. Os fundos reunidos para sua causa não foram repassados, e Raoni e seu povo, abandonados pelas autoridades locais, enfrentam a situação com dificuldade... até quando ? A situação está ficando pior depois do último incidente. Esta mensagem é um grito de alarme para ser divulgado em larga escala.
***

Um artigo de ciclovivo.com
A construção de pequenas usinas hidrelétricas na região amazônica pode afetar diretamente as comunidades indígenas. Além de Belo Monte, que pode transformar os locais habitados por índios, a Funai (Fundação Nacional do Índio) descobriu vestígios de que existam tribos isoladas em áreas próximas às usinas do Rio Madeira.
***

Traduzido do francês por Stéphan Bry
Depois que o governo brasileiro decidiu violar a própria constituição esmagando os direitos de sua população indígena para impor o projeto de hidrelétrica de Belo Monte, a única esperança de parar esta obra gigantesca parece ser uma mobilização cidadã internacional. A jornalista e realizadora libanesa Nadine Mazloum tomou a iniciativa de montar um projeto ambicioso em apoio à luta do cacique Raoni para salvar a floresta amazônica e seus povos : Citizens of the world against Belo Monte (cidadãos du mundo contra Belo Monte), um filme de 13 minutos acessível pelo Youtube.
***

Um artigo do Movimento Xingu Vivo Para Sempre
O Ministério Público Federal (MPF) recebeu denúncias hoje dos índios Arara de que a qualidade das águas do Xingu – de que eles dependem para beber e cozinhar – já foi afetada pelo início das intervenções físicas no rio, confirmadas ontem pela Norte Energia SA (Nesa).
***

Um artigo do Movimento Xingu Vivo Para Sempre
As primeiras intervenções no Rio Xingu, relacionadas à construção de Belo Monte, já estão em andamento. No trecho que margeia o Sítio Pimental, onde ocorrerá o barramento do rio, está sendo feita a primeira ensecadeira.
***

Um artigo de cartacapital.com
O suposto assassinato de uma criança indígena no Maranhão levou a Fundação Nacional do Índio (Funai) a abrir uma investigação após denúncia do Conselho Indig©enista Missionário (Cimi), entidade ligada à Igreja Católica. As informações sobre o crime, que teria ocorrido entre setembro e outubro, são, contudo, desencontradas.
***

Um artigo de CIMI (Conselho Indigenista Missionário)
Lideranças indígenas do povo Guajajara (ou Tenetehara) da aldeia Zutiwa, Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, denunciam o assassinato de uma criança Awá-Guajá que pertencia a um grupo em situação de isolamento.
***

Source : Santuario Não se Move
Polícia Militar do Distrito Federal reprimiu no 24 de novembro de maneira violenta (com gás de pimenta e tudo) manifestantes pacíficos que protestavam pela demarcação da Reserva Indígena Bananal (o "Santuário dos Pajés", território Fulni-ô - última terra indígena do Planalto Central). A Terra Indígena está sendo devastada por empreiteiras que querem construir o bairro mais caro da história de Brasilia (Setor Noroeste).
***

Source : revistaforum.com.br
A bibliografia comentada que segue abaixo é um guia para se entender melhor a gravidade do que o Brasil está prestes a fazer com as populações indígenas, ribeirinhas e lavradoras do Xingu, e com seu próprio ecossistema como um todo.
***

Source : Movimento Xingu Vivo Para Sempre
Economistas, engenheiros e outros especialistas têm demonstrado que Belo Monte, cujo custo pode chegar a mais de R$30 bilhões, não é um projeto economicamente viável. Mesmo assim, o governo federal tem pressionado o BNDES a utilizar dinheiro do contribuinte brasileiro e de fundos de aposentadoria de empresas estatais para bancar um empreendimento como este, que é altamente arriscado.
***

O Complexo Hidrelétrico de Belo Monte pode vir a ser um dos maiores desastres sociais e ambientais da história da Amazônia. Se construído, vai desviar e secar o Rio Xingu em um trecho de 100 quilômetros, conhecido como a Volta Grande, deixando o rio seco e povos indígenas, ribeirinhos, populações extrativistas e agricultores familiares sem água, peixe e meios de transporte.
***

Um artigo do Istoé independente
Região afetada pela obra de Belo Monte, no Pará, sofre com o aumento dos índices de criminalidade.
Nos últimos anos, poucas obras despertaram tanta polêmica quanto a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. A controvérsia está longe de se limitar ao impacto sobre o meio-ambiente e nas comunidades indígenas ou de ribeirinhos que deverão serdeslocadas para que a usina seja instalada.
***

Um artigo do Diário do Pará.com.br
As discussões a respeito da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte ainda dividem a população de Altamira e municípios próximos. São discussões que resvalam quase sempre para o terreno das defesas apaixonadas
***

Um artigo do Diário do Pará.com.br
O rio Xingu tem umas 450 espécies de peixes. Pelo menos 30% ainda não são oficialmente conhecidos, não foram catalogados. Há um risco sério de extinção de espécies que ainda nem conhecemos.
***

Um artigo do Movimento Xingu Vivo Para Sempre
Em audiencia com ministros, Movimento Gota d'Agua entrega 1,35 milhão de assinaturas contra usina Belo Monte e documento à Dilma Rousseff, mas governo diz que investimentos ja são grandes demais para retroagir, apesar de problemas no processo
***

Um artigo do : Movimento Xingu Vivo Para Sempre
Os índios Xikrin do Bakajá enviaram ao Ministério Público Federal em Altamira uma carta em que apóiam a atuação do MPF no caso de Belo Monte e relatam as reuniões que tiveram em outubro com o procurador da República Felício Pontes Jr para tratar dos impactos da usina sobre o rio Bacajá, onde eles vivem.
***

Um artigo do Instituto Humanitas Unisinos
Apesar de o artigo 6 da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT garantir o direito à consulta prévia aos povos indígenas sempre que alguma medida legislativa ou administrativa afetá-los, o acordo não está sendo cumprido pelo governo federal brasileiro.
***

Um artigo do Movimento Xingu Vivo Para Sempre
Em mais um dia de protestos autogestionados contra a hidrelétrica de Belo Monte, várias cidades foram às ruas neste sábado, 17. Em São Paulo, onde o ato reuniu cerca de 700 pessoas, a manifestação durou mais de cinco horas e, a partir da concentração no vão livre do Museu de Artes de São Paulo (MASP), percorreu a natalina avenida Paulista e a rua Augusta, desembocando na Praça da República, no centro da cidade.
***

Um artigo de www.socioambiental.org
Das 18 demandas apresentadas pelos indígenas ao governo, boa parte ficou sem resposta concreta. Em tarde conturbada, movimentos sociais e sociedade civil foram proibidos de participar de reunião que tratou do descumprimento das condicionantes para a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Até mesmo funcionários da Funai foram convidados a se retirar. A proposta de retirada dos observadores partiu do governo e foi acatada pelos indígenas.
***

Um artigo de Amazônia da gente (www.amazoniadagente.com)
Líder indígena Almir Surui pediu mais ação e menos discurso em questões relativas ao meio ambiente durante encontro realizado em Abu Dabhi, nos Emirados Árabes
***

Um artigo do Movimento Xingu Vivo Para Sempre
Após nova paralisação dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte no último sábado, ao menos 80 trabalhadores foram demitidos nesta segunda, 12. As dispensas ocorreram uma semana depois da negociação do acordo trabalhista da categoria – que, entre outros pontos, garantiria três meses de estabilidade para todos os operários da obra.
***

Um artigo de Agência Brasil
Brasília - O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira (PA) vai pedir a investigação de uma denúncia de ameaça de morte sofrida por um jornalista do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que reúne organizações sociais contrárias à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.
***

Um artigo de Epoca
Pistolagem, homicídio, suicídio, desnutrição, alcoolismo, racismo, narcotráfico, desmatamento e falta de terra. A expectativa de vida do maior grupo indígena do país é de 45 anos, só comparável à do Afeganistão
***

A luta contra Belo Monte é uma prioridade para os povos indígenas do Xingu. Aqui está um vídeo mostrando o mais famoso de seus representantes, o grande cacique Raoni Metuktire. Este é um discurso muito forte, o cacique deu no seminário “A Hidrelétrica de Belo Monte e a Questão Indígena”, no dia 7 de fevereiro de 2011. Acreditamos que este filme vai deixar você saber a posição exacta do cacique Raoni sobre a usina de Belo Monte.
***

Um artigo de www.paraiba.com.br
Grupos hackers anunciaram nesta quarta-feira, 7, uma série de ataques a sites diversos incluindo páginas referentes a instituições do poder público como de prefeituras e secretarias. O “AntiSecBRTeam“, nome que faz referência à operação do grupo Anonymous e LulzSec em junho, e o “iPiratesGroup“, também ligado ao Anonymous, estão assinando os ataques.
***

Um artigo de Xingu Vivo Para Sempre
O que o seu banco tem a ver com a expulsão de mais de 20 mil pessoas de suas casas e terras, o alagamento de uma área maior que a cidade de Curitiba e a destruição de um rio na Amazônia? Tudo. Ou nada. Depende de você. Este é o tema da campanha “Belo Monte: com meu dinheiro não!”, que está sendo lançada nesta quinta, 8, pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre e organizações parceiras.
***

Um artigo de minhamarina.org.br
O presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Marco Maia, disse à imprensa que colocará o relatório do Deputado Aldo Rebelo que propõe mudanças viscerais no Código Florestal Brasileiro em votação na próxima terça-feira, dia 3 de maio. O relator confirma que apresentará o texto final na próxima segunda-feira, dia 2, para que a votação ocorra no máximo até quarta-feira, dia 4. Sem tempo para a sociedade analisar e se manifestar sobre a proposta.
***

Um artigo do Movimento Xingu Vivo para Sempre
No próximo dia 17 de dezembro de 2011, sábado, ativistas de movimentos sociais sairão às ruas mais uma vez para protestar contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A Marcha denominada “Dia X pelo Xingu – Dia de luta contra Belo Monte” pretende percorrer as principais ruas do centro da capital para denúnciar o crime socioambiental que está sendo realizado contra os povos da Amazônia.
***

Um artigo do CIMI - Conselho Indigenista Missionário
Na madrugada de 18 de novembro, o Brasil voltou a registrar novos e vergonhosos fatos relativos ao secular genocídio de povos indígenas, desta vez capitaneados pelo agronegócio e pela inoperância do governo federal. O cacique kaiowá guarani Nísio Gomes foi a vítima, executado covardemente dentro do acampamento Tekoha Guayviri, um dos 30 que os guarani mantêm mobilizados em beiras de estradas e portas de fazenda, à espera do sonhado retorno às terras originárias.
***

Um artigo do Moviemento Xingu Vivo Para Sempre
Os 1800 trabalhadores do principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, que paralisaram os trabalhos na última sexta, 25, continuam em greve. O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), que havia se comprometido a responder na manhã desta segunda-feira, 28, à pauta de reivindicações dos operários, não apareceu até o final da jornada de trabalho para negociar. “Eles estão tentando nos ganhar pelo cansaço”, comenta um pedreiro da obra.
***

Um artigo do UOL - FOLHA.com - mercado
Trabalhadores do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, em Vitória do Xingu (oeste do Pará, a 945 km de Belém), iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado nesta sexta-feira (25) por melhores condições de trabalho.
***

Um artigo do AFP - Agence France Presse
Os recentes assassinatos de dois caciques indígenas, que defendiam territórios ancestrais no Brasil e na Argentina do avanço da agricultura extensiva, são os últimos episódios de uma luta mais ampla pela terra na América Latina.
***

Um artigo do MPF Ministério Público Federal - Procuradoria da República no Pará
Belém, 23 de novembro de 2011 - A pedido do conselheiro Gilberto Martins, a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça deve incluir no programa Justiça Plena os processos judiciais que tratam de irregularidades na hidrelétrica de Belo Monte e nas hidrelétricas do rio Teles Pires. A recomendação é uma resposta a pedido de providências feito pelo Ministério Público Federal e do Ministério Público do Mato Grosso.
***

Um artigo do midiamaxnews O jornal Electrônico de Mato Grosso do Sul
Nesta terça-feira (22), foi divulgada na Câmara dos Deputados, em Brasília, pesquisa “Indígenas no Brasil: demandas dos povos e percepções da opinião pública”, realizada pela Fundação Perseu Abramo, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, em razão do lançamento da Frente Parlamentar Mista de Apoio aos Povos Indígenas da Câmara.
***

Um artigo do Agência Brasil - Empresa Brasil de Comunicação
Rio de Janeiro - A Anistia Internacional considerou "decepcionante" a ausência do Brasil na audiência da Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), no fim de outubro, que discutiu os impactos socioambientais da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no Rio Xingú, no Pará, e que deve ser a terceira maior do mundo.
***

Um artigo de Xingu Vivo Para Sempre (http://xingu-vivo.blogspot.com)
Em uma sessão-relâmpago de 15 minutos no Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) na tarde desta quarta, 9, a desembargadora Maria do Carmo decidiu anular a Constituição brasileira. Em seu voto acerca da Ação Civil Pública do Ministério Público Federal, que exige a aplicação do direito constitucional dos povos indígenas afetados por Belo Monte de serem consultados pelo Congresso Nacional, a desembargadora achou por bem decidir que os indígenas não precisam de consulta prévia, uma vez que a barragem e o reservatório não estarão localizados em suas terras, e independente de todos os impactos que levarão à sua remoção forçada após a construção de Belo Monte.
***

Um artigo de portalamazonia.com
Artistas nacionais e estrangeiros como Juliana Paes e Leonardo Di Caprio apoiam a ação.
MANAUS - A tecnologia a favor da natureza. Um movimento está se formando na internet, após a criação do Projeto Gota D’Água. A ação, organizada por artistas brasileiros, protesta contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, próximo ao rio Xingu, no Estado do Pará. Na tarde desta sexta-feira (18), 100 mil pessoas aderiram a causa no website do Projeto que, atualmente, soma cerca de 850 mil adeptos.
***

Um artigo de Movimento Xingu Vivo Para Sempre (http://xingu-vivo.blogspot.com/)
O Comitê Xingu Vivo, fórum que congrega mais de 40 entidades, entre ONG´s, Movimentos sociais, Centrais sindicais, Sindicatos, Partidos políticos, Movimento estudantil, entre outras organizações, tomou conhecimento da exoneração do servidor MEGARON TXUCARRAMAE, da função de Coordenador Regional da FUNAI de Colider – MT, sem nenhum motivo de relevância que não a retaliação política por causa da correta posição de Megaron, contrário à construção de Hidrelétricas nos rios que cortam terras indígenas.
***

Um artigo de Mércio Gomes (www.merciogomes.com)
Não pensem que é brincadeira! Abriram-se as portas do manicômio do 3º andar da Funai! Já não bastavam os desmandos administrativos, os maus tratos com as populações indígenas pela falta de assistência e pelo desleixo com as administrações regionais, o fim dos postos indígenas, a extinção de importantes administrações regionais,a o fim da demarcação de terras indígenas, as enganações para com as expectativas e aspirações dos povos indígenas, as enrolações para com as associações de representação indígena, a falta de vergonha em conceder licenças ambientais sobre impactos em terras indígenas sem a devida consulta aos povos indígenas — não bastava tudo isso, eis que agora a vingança contra lideranças indígenas autênticas, de raiz, desce com toda força sobre uma das maiores personalidades indígenas brasileiras.
***

Um artigo do g1.globo.com
Guatemalteca conversou com o G1 no Fórum de Sustentabilidade do SWU. Usina é 'relação comercial acima da vida racional da natureza', disse.
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, afirmou que a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, não afeta apenas os indígenas, mas toda a humanidade e considera a obra como “uma relação comercial que se impõe acima da vida racional da natureza”.
***

Um artigo do Movimento Xingú Vivo Para Sempre
No último dia 28, o cacique kayapó Megaron Txucarramãe foi demitido sumariamente e sem aviso prévio da coordenação regional da Funai de Colider, MT. Sua exoneração foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda, 31, através de uma portaria, que comunica que “o diretor de promoção ao desenvolvimento sustentável da fundação nacional do índio – Funai, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Portaria no 719/PRES, de 10 de julho de 2009, publicada no Diário Oficial da União No 132, de 14 de julho de 2009, resolve: No- 55 – Exonerar o servidor MEGARON TXUCARRAMAE, matrícula no 0444614, CPF no 013.015.768-67, do c argo em comissão de Coordenador Regional, código DAS 101.3, da Coordenação Regional de Colíder-MT”.
***

Um artigo do AFP (Agence France Presse)
SÃO PAULO — Cerca de 400 indígenas e ambientalistas ocuparam nesta quinta-feira por tempo indeterminado as obras da gigantesca hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para exigir a paralisação da construção, afirmou um porta-voz à AFP. "Foi tudo pacífico, não havia guardas, não havia trabalhadores", afirmou um porta-voz da ONG Conselho Indigenista Missionário (Cimi). A ocupação por tempo indeterminado exige a suspensão definitiva das obras ou que ao menos elas sejam interrompidas até que sejam realizadas consultas aos povos indígenas que serão afetados, afirmou.
***

CARTA DE APOIO AO CACIQUE RAONI :
Cacique Raoni que sempre lutou pela preservação e respeito da cultura indígena esteve recentemente na França com o objetivo de captar recursos para demarcação do território Kapot Nhinore, berço da cultura Kayapó, hoje ameaçada por constantes invasões e disputas de terras e também para fortalecer a resistência dos índios Kayapó e das comunidades ribeirinhas, que desde a década de 1980 protestam contra a instalação do projeto Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, que além de ocasionar um grande desastre ambiental, afetará não somente as populações indígenas, mas também toda a população mundial através da perda da biodiversidade local.
***

Um artigo de Agência Brasil
Prefeitura da capital francesa informou que escolha do brasileiro foi feita com base na atuação em defesa da Floresta Amazônica edos povos indígenas do Brasil. O cacique Raoni recebeu o título de cidadão honorário de Paris, a capital da França. Ele está no país em campanha pela suspensão das obras da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A prefeitura de Paris informou que a escolha de Raoni foi feita baseada na atuação em defesa da Floresta Amazônica e dos povos indígenas do Brasil.
***

Um artigo do AFP (Agence France Presse)
CASTILLO DE CHEVERNY, França — O cacique brasileiro Raoni plantou simbolicamente neste sábado uma árvore no parque do Castelo de Cheverny, um dos mais célebres do Vale do Loire, durante uma visita à França em busca de fundos para a demarcação de sua reserva na Amazônia.
"É uma viagem privada", informaram à AFP fontes da assessoria do cacique que, na quinta-feira, operou sua cataratas gratuitamente numa clínica particular de Nantes, oeste da França.
***

Um artigo do globo.com
Indígena chegou nesta segunda-feira a Paris, a convite de ONG. Abaixo-assinado contra construção de usina foi entregue ao líder caiapó.
O líder caiapó Raoni Txucarramãe desembarcou nesta segunda-feira (19) no aeroporto Charles de Gaulle, nos arredores de Paris, na França, para uma visita que deve acontecer até o fim de setembro. Ele participará de uma série de atividades com o objetivo de mobilizar os europeus contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará.
***

Assinatura da petição de RAONI
O presidente Lula disse na semana passada que ele se preocupa com os índios e com a Amazônia, e que não quer ONGs internacionais falando contra Belo Monte. Nós não somos ONGs internacionais.
Nós, 62 lideranças indígenas das aldeias Bacajá, Mrotidjam, Kararaô, Terra-Wanga, Boa Vista Km 17, Tukamã, Kapoto, Moikarako, Aykre, Kiketrum, Potikro, Tukaia, Mentutire, Omekrankum, Cakamkubem e Pokaimone, já sofremos muitas invasões e ameaças. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, nós índios já estávamos aqui e muitos morreram e perderam enormes territórios, perdemos muitos dos direitos que tínhamos, muitos perderam parte de suas culturas e outros povos sumiram completamente. Nosso açougue é o mato, nosso mercado é o rio. Não queremos mais que mexam nos rios do Xingu e nem ameacem mais nossas aldeias e nossas crianças, que vão crescer com nossa cultura.